O Som das Emoções
Tem por hábito ouvir as suas emoções?
Consegue facilmente perceber a sua melodia?
Tal como as melodias resultam de inúmeras composições, umas que gostamos mais e outras nem tanto, as emoções são múltiplas e variadas e podem ser agradáveis, desagradáveis ou neutras.
A emoção vem da palavra em latim movere, que significa movimento. O som e o movimento têm uma relação preponderante.
A música, literalmente, move as pessoas. Em todas as culturas, os primeiros acordes e batuques são suficientes para que as pessoas comecem a mexer o corpo, mesmo que discretamente.
A relação entre som e movimento é tão forte que, em várias línguas do mundo, as palavras música e dança são intercambiáveis.
Mas o que está por trás dessa ligação tão grande?
Para determinar em que medida as duas expressões se comunicam, pesquisadores norte-americanos do Dartmouth College desenvolveram estudos, através dos quais puderam demonstrar, que o ser humano utiliza a mesma estrutura de pensamento quando se expressa por meio de sons ou gestos.
No que respeita à emoção, poderíamos dizer que é um processo que ocorre em vários domínios, que nos faz mover, avançar e tomar decisões, informando-nos, a cada instante, aquilo que estamos a viver.
Emoções agradáveis indicam, normalmente, a satisfação das nossas necessidades e são estas as que procuramos encontrar. As emoções desagradáveis fazem-nos sofrer, por isso, geralmente, tentamos evitá-las ou recusá-las e as neutras, como o próprio nome indica, acabam por passar despercebidas.
As emoções não são nem positivas nem negativas e todas são necessárias.
O modo como lidamos e reagimos às emoções é que pode ser positivo ou negativo.
Podemos classificar as emoções como primárias ou básicas e secundárias ou sociais.
As primárias são inatas e estão ligadas ao instinto e à sobrevivência, ou seja, fazem parte da constituição de todos os seres humanos, independentemente de sua experiência cultural e estão presentes também em várias espécies de animais. São exemplos, o medo e a raiva.
As emoções secundárias são mais complexas e envolvem o pensamento e fatores socioculturais. São aquelas aprendidas e integradas a memórias, como a simpatia, ciúme, orgulho, vergonha, admiração e culpa.
As emoções primárias são mais facilmente identificadas. É possível saber quando uma pessoa está com raiva, mas a dificuldade aumenta em distinguir se ela está com ciúmes ou com orgulho ferido, por exemplo, exatamente porque os fatores socioculturais podem mascarar essas emoções.
Mas, então, como é que podemos utilizar as emoções a nosso favor?
Primeiro, dando-lhes um nome. Identificar qual a emoção ou emoções que nos estão a dar sinais.
Segundo, entender a mensagem que a emoção nos quer transmitir.
O medo, por exemplo, traz-nos uma mensagem de preparação. A função do medo é garantir a nossa sobrevivência, preservar a vida. O medo diz-nos que temos de nos prepara melhor para algo que vai acontecer.
A frustração indica-nos que a nossa mente acredita que pode obter melhores resultados, por isso, a mensagem é mudar de estratégia.
A desilusão diz-nos que um objetivo no qual nos empenhamos não foi alcançado, então, está na hora de ajustar os nossos objetivos e redefini-los.
A culpa traz-nos a mensagem de aprender com os erros. Olhar para o que aconteceu e evitar que suceda novamente.
Embora pareça, muitas vezes, que surgem sem um motivo, as emoções têm sempre uma mensagem.
Se queremos ser felizes, equilibrados e saudáveis, temos de aprender a ler essas mensagens, caso contrário, o corpo vai começar a falar... a raiva enfraquece o fígado, a tristeza os pulmões, o medo os rins, as preocupações o estômago, a ansiedade o coração…
Descodificar as nossas emoções permite conhecer-nos, acolher-nos e amar-nos.
Escolha amar-se! Descodifique as suas emoções, cultive a sua inteligência emocional e… viva a vida com mais Lucydez!


