Saúde Mental: vulnerabilidade ou oportunidade?

Saúde Mental: vulnerabilidade ou oportunidade?

No dia 10 de outubro comemora-se o dia mundial da Saúde Mental.

Segundo as estatísticas, as perturbações psiquiátricas em Portugal têm uma prevalência de 22,9%, ocupando um preocupante segundo lugar na Europa, sendo a ansiedade e a depressão as perturbações mais frequentes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a nível mundial, no pós-pandemia Covid-19, a prevalência da ansiedade e depressão apresentou um aumento de 25%.

A ansiedade e a depressão parecem ter um fator comum: a desconexão com o momento presente. Genericamente, a depressão pode traduzir-se pelo foco em acontecimentos passados e a ansiedade pelo foco em acontecimentos futuros, em pré-ocupações da mente com situações que, muitas vezes, nem chegam a acontecer.

Quer a ansiedade quer a depressão colocam-nos em situações de fragilidade, podendo advir dessas situações uma condição de maior vulnerabilidade. 

A vulnerabilidade pode efetivamente ser vista como uma fraqueza, mas, também, como uma oportunidade ou força. A diferença estará na perspetiva sobre o que nos acontece (fatos que não podemos mudar, apenas aceitar) ou sobre o sabermos lidar com o que nos acontece, sobre empoderamento, sobre adquisição de competências para superarmos as situações.

Podemos optar por um papel de vitimização (só me acontece a mim…, não tenho sorte nenhuma…) ou colocarmo-nos num papel de responsabilização pela nossa vida e pela nossa saúde (isto está a acontecer para mim… o que me quer dizer… que mudanças tenho de fazer para sair desta situação… que recursos tenho… de que recursos preciso…).

A manutenção do processo de saúde faz-se pelo equilíbrio entre ser-se 100% integro (física, mental e socialmente) e 100% doente (estado de total ausência de saúde). Paradoxalmente, a doença existe porque temos saúde. Ficamos doentes, porque é a única forma que o nosso corpo encontra para que lhe dêmos atenção, no sentido de recuperarmos a saúde. 

Neste sentido, o binómio saúde-doença deve ser entendido pela lei da causa-efeito. Ou seja, a doença resulta de um desequilíbrio na saúde, sendo que esse desequilíbrio teve uma causa que provocou um efeito (sintoma). 

O paradigma médico atual foca-se muito nos sintomas, na “deficiência da máquina”, havendo uma tendência para a especialização e medicalização (calar o sintoma). Contudo, não se pode negligenciar a visão integral do indivíduo, a compreensão do todo e de como a as partes interagem, tendo em conta os efeitos dos vários fatores (mentais, emocionais, energéticos e espirituais) sobre os processos biológicos. Corpo e mente são indissociáveis e a causa pode dizer-nos muito mais que o sintoma, sendo que erradicar o sintoma pode não significar erradicar a causa.

O autoconhecimento e o autocuidado poderão ser as chaves para promovermos a nossa saúde, prevenirmos doenças e lidarmos com as situações de vulnerabilidade que a vida nos vai colocando. Poderemos desenvolver estas competências sozinhos ou com a ajuda de profissionais.

Porque somo únicos, porque a nossa vida importa, em qualquer situação ou condição que estejamos a viver, nunca é tarde para nos colocarmos em primeiro lugar, em pararmos com a autossabotagem, em comunicarmos aquilo que sentimos, em aprendermos a colocar limites saudáveis, em cuidarmos da nossa saúde física, mental, energética, emocional e espiritual.

E assim… vivermos a vida com mais… Lucydez!

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