Nascemos para cuidar de nós
A saúde é incontestavelmente o bem mais preciso que temos; de pouco na vida vale ter dinheiro, sucesso ou relações harmoniosas senão usufruímos da saúde necessária para os apreciar.
Mas, quanta atenção damos a esse bem precioso?
Falamos da saúde e da doença como estados absolutos, não considerando, em geral, um sem-número de nuances e variáveis que acompanham a nossa condição diária.
Dizemos que somos (completamente) saudáveis ou, no extremo oposto, temos uma qualquer doença ou doenças específicas diagnosticadas.
Serão, a saúde e a doença, categorias estanques e separáveis?
Poderíamos dizer não existe ninguém 100% saudável ou 100% doente, mas antes num processo em perpétuo movimento.
A saúde e a doença alternam constantemente uma na outra e é paradoxalmente essa alternância a responsável pela manutenção do processo de saúde.
Mas, então, de quem é a responsabilidade deste processo?
Um dos paradoxos da saúde e da doença é o de que adoecemos porque temos saúde: a doença é a forma encontrada pelo organismo para se poder curar. Isto não significa que a doença não precisa de ser tratada (às vezes mesmo de forma sintomática e invasiva), mas deve antes de tudo ser compreendida. Ou seja, devemos perceber quais os sinais que o corpo nos está a dar antes de o tratarmos sintomaticamente com práticas meramente sintomáticas.
Este paradigma sobre a doença e a saúde contrasta grandemente com a forma moderna de encarar estas questões: o paradigma vigente é o de que a doença é um inimigo a abater e, para tal, utiliza-se o arsenal médico disponível, que vai tentar obter uma cura sintomática para o problema e não o resolver na sua origem.
A maioria das práticas terapêuticas modernas não tem igualmente em consideração a aptidão regenerativa inata a todos os organismos vivos.
Possuímos uma extraordinária capacidade de recuperação, desde que seja permitido ao organismo usufruir das condições ideais para as mesmas. Estas condições são, entre outras, uma alimentação correta, ar puro, bom doseamento entre atividade e descanso e o uso apropriado da mente e emoções. Sendo as condições ideais as que assentam, portanto, na base da qualidade e do equilíbrio.
Do ponto de vista etimológico a “doença” tem origem em “malade” ou “malato”, que derivam das palavras “male habitus” ou maus hábitos.
Como diz um ditado budista “se quiser saber como foi o seu passado, olhe para quem é hoje. Se quiser saber como irá ser seu futuro, olhe para o que está a fazer agora.”
É necessário considerar profundamente, qual o papel pessoal que assumimos na criação da nossa vida e na realidade que percecionamos ao nosso redor. Culpar os outros ou as circunstâncias não nos permite assumir nas nossas mãos o leme do barco da vida, da nossa vida.
A nossa relação com o Mundo é, antes de mais, uma relação connosco, em que a primeira não será mais que o reflexo da segunda. Daí que todos os processos transformadores devam começar dentro de nós, para que deles derivem resultados no exterior.
Quando despertamos para a forma como vivemos ou sobre(vivemos) entramos num relacionamento connosco. E quando nos relacionamos connosco, devemos fazer o que fazemos com as pessoas que amamos; estarmos atentos às nossas vontades, às nossas emoções, ao nosso corpo, termos tempo para nos ouvirmos, nos amarmos.
O Amor-próprio é a base do todos os outros amores e é somente através dele que o amor altruísta é possível. De outra forma, não iremos obter equilíbrio entre o dar e o receber. O equilíbrio é a chave da vida e a essência do equilíbrio é o Autocuidado.
Amar-nos é uma escolha! E amar-nos não é egoísmo; é Amor-próprio! É Autocuidado!
Só poderá mudar, se for essa a sua escolha. A decisão é sua. Mas pondere bastante ao decidir-se, porque, o único peso que nos pertence é o peso das nossas escolhas. O interessante, é que também é o nosso superpoder. Temos sempre escolha. Não podemos mudar um acontecimento exterior, mas podemos transformar a experiência interior.
O futuro não existe, pois, quando esse momento chegar, será sempre presente. E o presente é uma dádiva!
Por isso, estamos sempre a tempo de recomeçar, de ressignificar e escrever uma nova história escrita no presente!
Seja um agente de cura, começando a mudar HOJE os seus hábitos. Esse poder está dentro de si e não fora!
Seja o herói da sua vida e da sua história!
E viva a vida com mais Lucydez!


